ATELIÊ INÚTIL (EM PROCESSO)
Este projeto autoral, ainda em construção, explora, por meio da arte têxtil, questões relacionadas ao valor da arte (simbólico e material), ao tempo do fazer manual, aos desafios da vida artística e da vida cotidiana. Cada obra reflete indagações que atravessam o processo criativo e o ofício do artista, valorizando o gesto, o tempo e a experiência do fazer artesanal.

Meu fazer leva tempo, muito tempo. Tempo de monotonia muitas vezes, com seus silêncios abismais (tema recorrente), mas também com ruídos externos e internos.
"A experiência é o que nos passa, o que nos acontece, o que nos toca. Não o que se passa, o que acontece, ou o que toca. A cada dia se passam muitas coisas, porém, ao mesmo tempo, quase nada nos acontece.
(...)
A experiência, a possibilidade de que algo nos aconteça ou nos toque, requer um gesto de interrupção, um gesto que é quase impossível nos tempos que correm: requer parar para pensar, parar para olhar, parar para escutar, pensar mais devagar, olhar mais devagar, demorar-se nos detalhes, suspender a opinião, suspender o juízo, suspender a vontade, suspender o automatismo da ação, cultivar a atenção e a delicadeza, abrir os olhos e os ouvidos, falar sobre o que acontece, aprender a lentidão, escutar aos outros, cultivar a arte do encontro, calar muito, ter paciência e dar-se tempo e espaço." (Jorge Larossa, em Tremores: Escritos sobre a Experiência, 2014)

Tríptico Impressões sobre a Monotonia, 2025


Tríptico Dilema Bordado, 2025
"Ela não sabia explicar por que sorria tanto, disse; não era como se sentia, era como seguia em frente" (Will Gompertz sobre Alice Neel, 2023, p. 179)

Quem dita as regras, 2026


Continua em processo...
